Whatever - Lion Sant`s Blog

Blog do Leandro Santoro.

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Terra Blog

13.09.06

Tempos rwins.

Pois eh,
depois de incontáveis tempos instalei um Win98 novamente. Naturalmente não foi para mim. Foi uma desgraça (como nos velhos tempos aliás). Além de ser uma droga ter que digitar 9700 caracteres da chave, tive de procurar um driver de vídeo(em outro computador aliás). Para descobrir qual placa de vídeo era foi simples e sem stress - knoppix. Aproveitando para um crossover, tentei o novo CD do Ubuntu, rolou o boot e a tela dele é MUITO legal, qse virei fã, mas qdo ele ficou pesado para o p233 de 48 de RAM e íncriveis 4GB de Disco (uma raridade mesmo). Aih fui pelo knoopix com init 2(sem interface gráfica).

Bom 595 boots depois, consegui instalar o win98. Gostaria de instalar um linux naturalmente, mas aih ia ser pior... para eles e para mim, uma vez que os donos mal sabem manejar o mouse. Já viu né? suporte direto!Tow fora mesmo. De qualquer forma instalei o OO 2.03, rolou razoavelmente bem, para abrir o writer, dava tempo de tomar um banho, escovar os dentes e cantar "like rolling stone" duas vezes. Tudo bem a configuração mínima é 64MB e o recomendado é 128 e o kra tem 48.
O disco fez tanto swap que parecia que ele entrou num "ronco deadlock".
Ops... lembrei de uma coisa importante! O rwin98 não habilita o DMA por default para o disco IDE, hehehe e lah vamos nós "Botão direito no Meu Computador...." e mais um boot. E quando ele voltou simplesmente não aceitou, tudo bem acontece nas piores famílias.

Bom depois disso tudo, meio "Indiana Jones contra a Janela da Perdição", instalei o micro. Devo entregá-lo ao dono amanhã. Vou tentar aproveitar esse tempo com o monitor para instalar meu Servidor Pessoal Debian, ligo o ssh e devolvo o monitor.

00:49 - Droga! Boa noite :)
  • criado por  lionsant criado por lionsant
  • Postado em 00:50:15

11.09.06

OFF TOPIC - FROM THE CSS KINGDOM

Depois de MUITO tempo sem escrever nada, rolou uma séria crise de tempo (uma vez que não aceito "falta de criatividade"), voltei a postar novamente. O que me motivou foi um e-mail muito legal que eu achei enquanto tava procurando alguma coisa no meu evolution.
Ele foi escrito nos bons e saudosos tempos de asilo arkhan, qdo eu trabalhava com os  amigos Core Dump e o César.

Além disso tinha o  Yves e do Kov (que tinha acabado de chegar). Vou colar o texto para vcs rirem um pouco :)

Só para contextualizar: CSS era o nome da área em que trabalhávamos, no qual o Core era nosso chefe. (Mas tarde o César deu o carinhoso apelido de Asilo Arkhan). Eu estava realizando um proposta para os times de atuação e ficou mais ou menos assim:

Caros habitantes do reino mágico da css,

em minhas viagens místicas entre documentos, tarefas e atribuições, eu Merlin, acabo de fazer algumas modificações nas tarefas entre os grupos da CSS, no wiki.

Espero que o Rei Júnior, assim como todos os cavaleiro da távola comprida possam dar uma olhada.
Fiz modificações para tornar as tarefas mais bem detalhadas e definidas.
Espero pelo consenso de nosso bom e misericordioso Rei. Perseval Yves, Lancelot Kov, e Sir Alexandre Alencastro foram adicionado(na verdade só o kov, pq o yves e o Alencastro já estavam mesmo) ao grupo de Produção, Morte de Dragões, e proteção de castelos.

Sir Wesley e Cesar Augustos estão no grupo de Prospecção de invasão de  reinos e resgates de princesas. 
Os cavaleiros Robertus Maximus, Teotônios Lago, Maurícius Longanimus, Ricardo Coração de Dragão, e Jocênio Marquios (esse nem precisa mudar), são do grupo de elite de  Administração de Rede, manutenção da Paz do País da CGI, monitoração das estradas do reino e cuidado das carruagens.
 
 O último grupo, que eu Leandro Merlin faço parte, junto com o nosso longanime, pacífico e benevolente rei José Eustáquio II, é o de controle de Magias, especificações de castelos, conteções de feitiços malígnos e proteção mágica do reino.
 
 O link mágico é http://xxx/wiki/css:times
 
Espero que seja de ajuda, e nos ajude a manter o foco(hocos-pocos). Estou disponível para sugestões(apesar que no final de contas quem  manda  mesmo é o magnífico, fidedigno, internético, wikipidíco, vossa
 majestade o rei José II).  :)
 
 Att,
 Leandro Merlin Santoro.
  • criado por  lionsant criado por lionsant
  • Postado em 22:30:53

02.04.06

SD - Parte V – A discussão com Baractus.


Toca o sinal do colégio, os garotos se formam e logo após todos sobem para suas respectivas salas, e tudo acontece como todos os outros dias.

O estranho é que para Maxi-baltrus, assim como todos os outros meninos normais, a última uma hora e meia de aula, é realmente um grande ato de bravura. Os minutos demoram o dobro do tempo, te dá fome e sede ao mesmo tempo, e é provado fisicamente, que as matérias e os professores ficam mais chatos também. Acredita-se que apenas Chuck Norris conseguiria chegar até o final de todos os tempos sem sentir o impacto, afinal de contas, Chuck Norris, consegue dar um nó em um pingo d'água.

Contudo, como Maxi-Baltrus não é um Galaxy Ranger, ele apenas faz um esforço colossal para conseguir chegar ao final vivo.

O sinal toca, ele, assim como seus colegas ao redor, não conseguem segurar o pequeno grito de alegria, "EHH!!!", ao ouvirem o alarme indicando o final da aula.
Após tocar o sinal, ele recolhe suas coisas com rapidez, e joga tudo dentro de sua mochila, sem se preocupar se tudo vai caber, afinal de contas tudo saiu de lá de dentro mesmo...

Ele passa voando pelos corredores largos das salas(deviam ter umas 10 mais ou menos, nesse segundo andar), antes que ele pudesse chegar a também larga escada que leva ao pátio principal no primeiro andar, alguém fala, "Maxi-Baltrus, tenho uma nova missão para você!".
Ele olha para trás, e vê o rosto redondo, e barbudo do professor de matemática. "Temos problemas com a família Real de Kandar. O tempo é curto." - Conclui o prefessor, "sinal claro, Senhor!" - Responde MB com uma de suas mãos levantadas, e com um sorriso meia lua.

Após isso, o Menino deixa o colégio e corre para sua casa, afinal de contas, ele iria hoje com sua mãe no mercado. Ao chegar em casa, ele passa de forma supersônica pela sala, "hmmm, parece que papai ainda não chegou"- pensa o menino. Correndo para seu quarto, ele pensa
como seria legal se o módulo de tele-transporte que Maxi-Teraí estivesse pronto.

***Abre parênteses***

Maxi-Teraí é o grande mentor do grupo MAGMA(lê-se magma :)), do qual Maxi-Baltrus faz parte. O título Maxi-Teraí é o título máximo que alguém pode alcançar. Pode-se dizer que é um título-composto máximo de bravura, e que é um título depois do título "maxi", que já é mais difícil do que correr de costas por dois dias e não cair no chão.

Durante todo o tempo apenas um número muito pequeno de pessoas conseguiu esse título. E na terra apenas o professor o detêm. Afinal de contas, não é permitido que duas pessoas no mesmo planeta o possuam. De qualquer forma, tal título honorário traz muitas
responsabilidades, como já diria o tio do homem aranha. Um Maxi-Teraí é responsável pela manteneção do equilíbrio e paz (pelo menos em seu planeta), além de ter a responsabilidade de treinar outros.

É bem verdade que a Cartilha Estelar(depois eu esplico, prometi que só vai ter um parêntese por post) ajuda, mas mesmo assim a maioria da lição ainda é com base na experiência. Nas lutas com as feras de espaciais, da sobrevivência nos desertos de Lundarin(com apenas um copo de água e meia dúzia de biscoitos), ou mesmo da fuga dos mertodontes (que algumas espécies existem aqui na terra...). Realmente quem não tem tais experiências práticas, não se pode considerar um maxi, e muito menos um maxi-teraí. Ora bolas!

***Fecha parênteses***

"Ueh... cadê minha mãe...", o garoto pergunta enquanto olha na cozinha e na sala. Contudo, ao andar mais para a sala, ele escuta algo... uma conversa lá no seu quintal: -"Assim não dá! Tenho certeza que foi o garoto! Ele sempre me dá prejuízo." - diz uma voz de homem vinda do quintal.
MB vai quietinho, já sabendo que era dele que ele estava falando, e vê sua mãe com a mão na sintura(nessas poses de mãe qdo falam mal de seu filho), e olha pela janela. “Droga!!! é o Baractus! Ele descubriu que eu libertei o Kandariano!”

“Ele têm nome e se chama Tomas, Tomas do Santos Silva” - Diz a mãe meio que sem paciência. “Caraca, ela falou meu nome todo! Deve estar com raiva dele também!”, lembrou o menino, já sentindo pena de Baractus. “'Tomas', 'maxi-balturus', 'menino do rio', pra mim ele é um arruaceiro”, revida Baractus. “Ele é um menino muito educado, bonito, e cheiroso(esses adjetivos que só fazem sentidos para as mulheres e mães), e não fica se metendo com sua velharia e coisas guardadas igualmente velhas e mau cheirosas que o senhor guarda aí no seu quintal.”, detona a mãe, “e qualquer dia, eu vou ligar para a associação de proteção ambiental e delatar seus maus tratos com animais”, continua a mãe chutando o pau da barraca de vez. “E passar bem!”, diz a mãe se virando e indo embora. “E passar roupa!!!” - grita baractus, e sai tirando zangadamente a prisão kandariana, a levando para dentro de sua própria casa.

“Arruma suas coisas, nós vamos para o mercado!”, diz a mãe passado como um raio por MB. “Tah bom... eu acho...”. MB desce do sofá que usou para se debruçar na janela, olha em volta como se recuperando da brigona que viu, mas quando se é criança essa coisas duram muito pouco tempo mesmo, tipo 3 segundos, e de repente um novo pensamento passa pela sua cabeça: “dessa vez eu descubro toda a verdade sobre o menino que vive dentro do super-mercado.”
  • criado por  lionsant criado por lionsant
  • Postado em 22:29:45

03.03.06

SD - Parte IV - O Reinício do "Tempo de Ninho".


Música de fechamento do “Space Rangers”, 11:45 - hora de se arrumar e ir para a escola. Maxi-Baltrus se arruma com uma má vontade que faria até mesmo as flores ao seu lado murcharem, mesmo assim não demora muito.

“Tchau Mãe!” - diz o garoto rapidamente enquanto passa da sala para quintal. Sua Mãe responde, mas ele já se foi. Ele vive correndo, sempre. Contudo, antes de sair ele olha para o quintal do vizinho, e vê que a prisão ainda está aberta, como ele havia deixado. Prestus Baractus ainda não se deu conta do que aconteceu. Ele deixa escapar um pequeno sorriso de contentamento.

A casa do menino não é muito longe do colégio, Maxi-Baltrus até mesmo acredita que ele conseguiria chegar lá com um só fôlego, durante um pequena corrida.

“hmmm será que eu consigo?” - diz o garoto que enche o peito de ar e dispara pela calçada. Seus pés não tocam no chão, ele corre tão rápido que provavelmente sua mochila se desfez. Passa pelo primeiro poste, o segundo, a banca de jornal mas antes de chegar a praça antes da escola (o último ponto antes do colégio) seu pulmão o trai. Ele senta no chão e diz: -“Droga.... puff... puff... droga puff... puff..” - Realmente o garoto sabia que seu pulmão não era o mesmo desde o tempo da sua última viagem de reconhecimento a Lundarin (um planetinha perto de Zumalta e Kamdar). Afinal de contas todos aquela umidade não poderia ser boa coisa.

Bom, em pouco tempo o garoto se recupera e pronto chega a escola. Sua escola era um pouco parecida com os prédios imperiais de Kandar, ou seja um grande muro metade verde e metade branco. O que o garoto não conseguia entender, era como uma arte tão feia (mesmo sendo de origem real), fora copiada. Não é de se estranhar que Kandar seja conhecida pela sua bela música e não pela beleza de seus prédios. Ainda assim, o muro verde se estendia por toda a parte, e dentro do muro tinha um pequeno pátio em que os meninos brincavam de “pique-banda” durante o recreio, uma área com um campinho de futebol (onde os meninos nos intervalos do futebol jogavam carrapicho na roupa uns dos outros), um prédio pequeno de dois andares com umas dez salas de aula e um outra estrutura menor que servia de refeitório.

Ao chegar no portão principal ele consegue ver o pátio e o prédio bem a sua frente.
“Bom dia Seu João!” - Ele cumprimenta o velho zelador, que se vira como querendo ver quem falou, mas quando ele não foi rápido o bastante, quando o acha ele já está a alguns metros de distância, quase no prédio. “Bom dia ... Bom dia ... Bom dia Garoto!” - responde o titubeante zelador sem esperança de ser escutado.

“Deve ter umas cem milhões de pessoas aqui hoje” - diz o garoto que contou rapidamente a multidão de alunos se amontoando no pátio. “Hoje vai ser um dia MUIIITO chato”.

“Saudações Kandarianas terráqueo!” - diz uma voz entre a confusão de alunos com suas mochilas maiores que eles. “Quem?? Ah tá... você... e QUEM disse que você é um Kandariano?” - Diz o Maxi-Baltrus que reconhece o outro garoto que falou. - “Ué... você, MB!” -responde o outro garoto.
“MB??? Você é surdo e burro?Me chame de Maxi-Baltrus! E eu te disse que você é um Aprasante ainda, e não um kandariano!” -responde MB, quer dizer Maxi-Baltrus.

***Abre Parêntese. Os Kandarianos são um povo receptivo, contudo tem regras bastantes rígidas com forasteiros. Quando alguém quiser ser um Kandariano honorário, ele deve passar por uma série de testes e uma prova final ou então, ganhar o título por honradez (que é MUIIITO mais difícil).

Para fazer os testes, em primeiro lugar, ele tem que ser indicado por alguém que possui o título de Kandariano Honorário, ou um kandariano mesmo(tipo acontece no orkut, por exemplo). Depois disto, ele passa por um período de 39 flaptons sendo observado, em especial por aquele que o indicou. Nesse período de teste(ou “tempo de ninho”), ele deve seguir as ordens do seu indicador e chamá-lo de Praxter(ou professor, mestre). Nesse período ele é chamado de Aprasante.

Após o Aprasante passar por todos os testes e se sair bem, ele pode ser considerado um verdadeiro Kandariano honorário e a partir daí pode ter todos os direitos de um verdadeiro Kandariano. Além de poder escolher sua própria “música-natalícia” (o que aliás, na prática, é a maior vantagem em se um Kandariano Honorário.

****Fecha Parêntese.

“Pronto, por essa insolência vou reiniciar seu 'tempo de ninho', vai ter que fazer seus 39 flaptons novamente, Aprasante!” - Diz o Maxi-Baltrus, visivelmente irritado.
“Por favor Praxter!” - diz o Aprasante, quase chorando. “Eu já tinha 34 flaptons!!!”
“Tinha isso tudo mesmo?” - pergunta Maxi-Baltrus.
“Sim” - responde o Aprasante.
“hmmm... talvez eu possa relevar isso. Estou pensando pra ver se você merece”.
“Claro MB!!!” - diz o Aprasente de forma serena e confiante.
“MB?!?!? Pois eu digo: Perdeu, Perdeu!” - diz o Maxi-Baltrus irritado novamente, que se vira e já segue para o lado em que a fila da sua turma está aos poucos se formando.
“Droga... zero de novo...” - lamenta o rapaz que dá um chute ao vento e deixa a mochila no seu braço esquerdo cair no chão lentamente, como se perdesse a força.

Desapontado, o Aprasante, olha para o chão e deixa escapar sem ninguém escutar: - “...será que algum dia conseguirei ser um Maxi?”
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  • Postado em 00:30:41

01.03.06

SD - parte III - "ex auctoritate legis!"


A mãe sai do quarto pensando sobre o que deveria ser um "zimion", mas não gasta muito tempo nisso. Ela sai do quarto dele passa por um corredor estreito e entra na cozinha. Ao abrir a geladeira, descobre que depois seria bom se ela fosse no mercado. "Talvez depois de deixar o Tomas no colégio..." - pensa ela. "Hmmm, acho que não é uma boa idéia, aposto que ele vai querer ir junto. É acho que ele pode ir comigo."

"Que que tem prá comê, mãe?" - Pergunta o garoto. "Já estou pronto e está começando o 'Space Rangers'".
Não era de se admirar, Tomas (ou Maxi-Baltrus, como preferir) estuda a tarde, e ele sempre segue sua rotina:
10:30 Começa a ficar triste; 11:00 toma banho; 11:30 almoça na sala e vê seu desenho preferido, o "Space Rangers".

**Abre parêntese. O "Space Rangers" é um desenho muito legal, que segue a mesma fórmula que dá certo a uns 20 ou 30 anos. Um grupo de super-heróis que lutam contra o crime. No caso, monstros inter-galáticos. Tomas sabia os golpes de cada um deles. Como por exemplo, o golpe do urso, o vôo do golfinho (esse bem exótico) e o revolucionário "pulo do soco" que era infalível, e que sempre que se tenta reproduzir na vida real, algo de valor quebra. Estão na lista das vítimas do pulo do  soco um bravo abajur, a coleção de elefantinhos de cerâmica (na verdade deve ter sobrado um terço deles, mesmo feridos), e uma covarde e desleal mesa de centro (que ficava na sala), que ao receber seu golpe fatal, acabou ferindo o  herói com o vidro que voou, foi uma cena BEM triste.

O diferente do Space Rangers é que eles falam seus "bordões", ou aquelas frase que o herói sempre repete, em latim, e os garotos gostam muito, e ficam sempre repetindo também. Fica até um pouco cômico um garoto de 9 ou 10 anos gritar coisas como "ex auctoritate legis" (que significa algo como “pelo poder da lei” ou “pela vontade da lei” ou coisa assim). Ninguém sabe ao certo de onde veio a idéia, mas acabou dando certo. A garotada gosta dessa coisas.

Desnecessário dizer, que ele tem boa parte da coleção de bonecos, menos os veículos, que são bem caros.
**Fecha parênteses.

Sua mãe tem restrições dele almoçar na sala, em especial vendo o Space Rangers. Ele sempre diz que se comporta, mas nunca consegue se conter, e acaba gritando durante cada golpe fatal nos monstros. E com isso, lá se vai arroz por toda mesa, suco no sofá da sala e o que tiver de mais grudento ou que mancha, no tapete da sala. Depois ele fica de castigo e acaba ganhando uma condicional por bom comportamento, e "real arrependimento" - esse último termo foi ele que inventou.

"Bom..." - responde a mãe, como que sendo pega de surpresa e tendo que mudar de raciocínio bruscamente. "é... tem bife com batata frita,o que você acha?
O garoto dá um pulo e levanta a mão para o alto e dá um grito com o indicador estendido, fazendo uma pose heróica e diz: -"ex auctoritate legis!!!"
"Ah Meu Deus quem consegue comer essa comida quase todo dia?" - Fala a mãe.
"Ipse EGOOOOOO! - Responde o garoto, dando outro pulo, rodando o braço em sentido anti-horário e fazendo a mesma pose, só que com o punho fechado.
"Desisto" - diz a mãe com um sorriso meia-lua. "Qualquer dia esse negócio de 'Space Rangers' vai me deixar louca..."

O garoto, sorri, vai para sala, senta na poltrona, e espera por mais um episódio, enquanto a comida não chega. Na hora dos comerciais, ele fica pensando como é um absurdo o desenho passar tão tarde... afinal de contas ele tem que ir pra escola, e por isso tem que almoçar nessa hora. Assim, como ele não consegue comer sem olhar para o prato (pelo menos sem sujar tudo em sua volta), ele perde momentos memoráveis do desenho. Quando por exemplo, o líder dos Space Rangers se transformou no seu formato Alpha(algo que só acontece uma vez na vida), nesse dia ele estava acompanhando direitinho, até quando o Space líder pegou o cetro de transformação, nesse momento Maxi-Baltrus deu uma atenção especial para seu macarrão (olha para o prato para enrolar o marcarrão) e quando volta para ver a próxima parte, tudo perdido... ele perdeu toda a transformação do agora alpha Space líder. Para falar a verdade, ele demorou uns 30 segundos para descobrir que era a mesma pessoa e não um outro personagem. Algo lamentável, e para nunca mais ser lembrado. Pensando bem, faz até sentido o bife com batata frita agora... fica mais fácil comer, em especial se o bife já estiver cortado em pedacinhos...
"Mãe, corta o bife em pedacinhos?" - diz o menino.

Como sempre ele acaba engolindo a comida quase que de uma só vez, enquanto vê o desenho. Sua mãe não concorda nem um pouquinho com isso, mas entende que arrumaria uma briga de proporções universais se mexesse com os Space Rangers.

“Tudo bem Tomas, agora se arruma logo, está na hora da escola”.- Diz a mãe da cozinha.

Ele vira, abre o armário pequeno, pega um tempero para o bife, fecha o armário e um pensamento sai quase que de forma espremida entre os pensamentos culinários: -“Pelo menos ele não tem aula com aquele professor maluco de matemática hoje...às vezes fico até com um pouco de medo dele.”
  • criado por  lionsant criado por lionsant
  • Postado em 00:52:37